O salão do hotel estava iluminado demais para uma noite que deveria ser discreta. Lustres de cristal espalhavam um brilho falso sobre as mesas, e o tapete macio abafava o som dos passos das mulheres que circulavam com taças de champanhe nas mãos. Clara entrou como uma sombra que não precisava anunciar sua presença. Usava um vestido simples, de tecido preto que parecia absorver a luz em vez de refletir, contrastando com o vermelho vibrante de Elena, que dominava o centro do salão como uma rainha