Felipe Diniz
Meses depois, quando o mundo já parecia ter aprendido a seguir sem ela, Helena surge na minha porta.
Não há aviso. Não há mensagem. Só ela — e o vestido branco. O mesmo da primeira vez em que a vi. Simples. Leve. Cruelmente linda. Tão fora de lugar no caos em que me tornei, que por um instante esqueço de respirar.
— Posso entrar? — ela pergunta, com a voz que ainda ecoa em cada parte de mim.
Abro espaço, e o coração, mesmo sem querer, faz o mesmo.
Ela dá alguns passos, observa o pe