Adrian
Existem silêncios que só homens como eu reconhecem. Não o silêncio comum — confortável, neutro e irrelevante. Falo daquele silêncio que chega antes da queda. Antes da verdade, que rasga o chão sob os pés de quem sempre acreditou controlar o tabuleiro. É esse silêncio que toma conta da minha cobertura quando o mundo começa a desabar.
O relógio marca pouco depois das oito. A cidade ainda acorda, mas aqui em cima tudo já está desperto demais. O tablet vibra na mesa de mármore. O celular aco