Felipe Diniz
O desejo é um veneno. Quanto mais se tenta ignorá-lo, mais ele se infiltra, corrói e domina. E Helena já não era apenas desejo. Ela era necessidade. Desde que entrei na sala de reuniões e fechei a porta atrás de nós, não pensei em relatórios, contratos ou negócios. Nada importava além dela. Helena, de pé diante de mim, com o olhar dividido entre medo e entrega, parecia uma presa encurralada… e ao mesmo tempo, pronta para ser devorada.
Ela disse meu nome.
“Felipe.”
A palavra saiu do