Helena Assunção
Quando a porta da sala de reuniões se fechou atrás de mim naquela noite, minhas pernas tremiam. Não pelo cansaço. Não pelo longo expediente. Mas porque ainda sentia a boca de Felipe na minha, o gosto dele marcado na minha pele, queimando em cada célula.
Caminhei pelo corredor tentando respirar fundo, tentando parecer normal para os seguranças e para a recepcionista que me cumprimentaram na saída. Mas por dentro eu estava em pedaços. Cada passo era acompanhado por um turbilhão: c