Felipe Diniz
Helena pensa que pode me esconder coisas. Acredita que o silêncio a protege. Mas aprendi cedo que silêncio não é proteção. É apenas uma morte lenta. E eu não tenho paciência para mortes lentas.
Naquela manhã, decido que não vou esperar mais uma confissão que nunca virá. Se ela não me entrega a verdade, eu a arrancarei com minhas próprias mãos. Não existe segredo no mundo que resista a mim.
No escritório, ligo para Victor, meu homem de confiança. Ele aparece em minutos, discreto, se