A boca do lobo tem o meu nome

Helena

Existem dias em que eu acordo com a sensação de que algo me observa. Não alguém. Mas algo. Uma sombra que se mova entre as horas, que rosna dentro do silêncio, que pressiona o ar até ele ficar denso demais para ser ignorado. Uma sombra que não pede permissão para entrar — apenas ocupa tudo.

Hoje é esse dia.

E eu sei exatamente o nome dela.

Adrian Navarro.

Dormi no meu apartamento essa noite. Fiz isso porque precisava de um espaço onde o cheiro, o toque e o peso de Felipe não me alcançassem. Onde eu pudesse reorganizar meu coração antes que ele me sufocasse. Mas chegar cedo à empresa não me trouxe a paz que imaginei.

Mal cruzo o saguão e já sinto olhares. Sussurros. O julgamento que escorre entre as paredes de vidro com a sutileza de uma lâmina. Eles não dizem, mas pensam:

“Ela é o ponto fraco dele.”

“Ela está envolvida no escândalo.”

“Ela vai derrubar tudo.”

Deixo que falem. Que olhem. Que inventem. Mas dentro de mim, algo pulsa. Algo que não combina com fragilidade. Uma fúria
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