Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm pacto de sangue no leito de morte. Um magnata implacável. Um casamento que nasceu do dever, mas que pode ser consumido pela paixão. Sasha Ioannis Demétrio tinha o mundo aos seus pés: uma família influente, uma carreira promissora em arquitetura e a juventude pela frente. Mas tudo desmoronou no instante em que ela segurou a mão trêmula de sua irmã, Elena, e ouviu seu último desejo: "Não deixe que tirem o meu filho de você". Elena morreu deixando para trás Leonardo, o fruto de um romance trágico com um homem que a rejeitou. Para cumprir sua promessa e salvar o sobrinho da adoção forçada por seus próprios pais — que veem a criança como uma "mancha" na reputação da família —, Sasha está disposta a qualquer sacrifício. Inclusive a se casar com um estranho. Do outro lado do oceano, na Grécia, Átila Lykaios vive sob o peso de um sobrenome que brilha, mas que esconde sombras profundas. Administrando um império hoteleiro que nunca desejou, ele é pressionado pelo tio terminal, Petros, a assumir o lugar do primo falecido, Ícaro. Quando Petros descobre, através de um diário secreto, que Ícaro deixou um herdeiro na Inglaterra, ele vê em Átila a única chance de trazer o neto de volta e redimir seus próprios pecados antes do fim. O Acordo Cruel: Para garantir a guarda de Leo e protegê-lo da influência dos Demétrio, Átila e Sasha são forçados a um casamento de conveniência. Ela entra na mansão Lykaios armada com desconfiança e ódio pelo homem que ela acredita ser tão frio quanto o primo que destruiu sua irmã. Ele a recebe com uma distância glacial, determinado a manter seu coração blindado e sua rotina de trabalho intacta.
Ler maisSasha
ÁtilaSaio daquela cozinha quase em uma fuga, meus passos ecoando com uma urgência que não condiz com a imagem de autocontrole que eu tento projetar. O cheiro de Sasha, aquela mistura de café e da doçura natural da sua pele, ainda parece impregnado em minhas narinas, me perseguindo. Entro no meu sedã preto, um carro que exala sobriedade e poder, e fecho a porta, deixando o silêncio do interior me envolver por um breve segundo. Mas o silêncio não ajuda; ele apenas amplifica o turbilhão de emoções que aquela garota provoca em mim.Ligo o motor e saio dirigindo sem destino pelas estradas sinuosas da Grécia, acelerando mais do que o necessário, apenas para sentir a vibração do carro e o vento que entra pelas frestas, tentando clarear uma mente que se tornou um labirinto de desejos proibidos e deveres amargos. Enquanto observo o painel do carro, percebo que até minha escolha de veículo reflete o homem que me tornei — ou o homem que sempre tentei ser. Nunca considerei comprar um carro espor
O perfume dele me envolve como uma armadilha deliciosa. E o pior de tudo, o que realmente me mata por dentro, é a consciência de que somos casados. Perante Deus e os homens, ele não está fazendo nada de errado. Ele tem o "direito" de me tocar, de me beijar, de me possuir. Essa realização é um veneno que corre em minhas veias.Eu deveria gritar. Deveria empurrá-lo com toda a minha força. Mas eu simplesmente me calo, minha voz morrendo na garganta enquanto me deixo levar pelo turbilhão de emoções que queimam em meu interior. Estar tão perto de Átila Megalos é como estar perto de um incêndio florestal: é perigoso, é destrutivo, mas é impossível desviar o olhar do brilho das chamas.Sem dizer mais nada, ele segura meu queixo com uma firmeza que beira a dor, forçando-me a olhá-lo, e pressiona seus lábios nos meus com uma urgência brutal. Ele puxa minha cabeça para trás, expondo meu pescoço, e sua boca impetuosa me força a abrir a minha, invadindo-me sem pedir licença.Quero gritar de fúria
SashaEle me observa em silêncio por um segundo que parece durar uma eternidade, um sorriso sarcástico e perigoso dançando em seus lábios perfeitamente esculpidos. Então, com uma agilidade predatória, ele se levanta da cadeira, agigantando-se na cozinha de uma forma que parece ocupar todo o espaço, roubando o ar ao meu redor. Sua altura e a largura de seus ombros me fazem engolir em seco, uma reação instintiva de uma presa diante de seu caçador. Ele começa a caminhar em minha direção, e imediatamente sinto uma onda de desespero e uma antecipação elétrica que me paralisa.Sem se importar com meu estado visivelmente agitado, com minhas mãos trêmulas ainda segurando o pano de prato, ele me encurrala contra a pia. Sinto o mármore frio nas minhas costas e, logo em seguida, o calor avassalador de seu corpo. Átila pressiona seu peito musculoso contra o meu, eliminando qualquer espaço que pudesse nos separar. O perfume dele — uma mistura inebriante de sândalo, couro e algo puramente masculino
O silêncio é subitamente quebrado. Ouço passos firmes e decididos atrás de mim, o som de sapatos de couro batendo contra o piso de pedra. Me viro lentamente, o coração saltando na boca, para ver Átila entrando na cozinha. Ele está vestido formalmente, uma imagem de poder e sofisticação que me atinge como um soco no estômago. A camisa social azul-clara, impecavelmente passada, está com os primeiros botões abertos, e a calça sob medida abraça suas pernas longas com uma perfeição irritante.Por um momento, fico paralisada, surpresa ao vê-lo tão bem vestido tão cedo. A roupa realça seus ombros largos, a força de seus braços e sua postura confiante, quase arrogante. Algo em sua presença, no modo como ele domina o espaço ao seu redor, me faz sentir uma atração inesperada, um calor súbito que sobe pelo meu corpo, colorindo minhas bochechas de um rubor que tento desesperadamente esconder. Ele é o meu inimigo, eu repito mentalmente, mas meus olhos teimam em admirar a obra de arte que ele é.El





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