O CEO Ajoelhado: "Por Favor, Não Dê Seu Último Suspiro!"

O CEO Ajoelhado: "Por Favor, Não Dê Seu Último Suspiro!"PT

Romance
Última actualización: 2026-05-06
Rose Barbosa  Recién actualizado
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Resumen
Índice

"— Ela acordou do coma. Faça suas malas, seu tempo aqui acabou." As palavras de Vicente foram frias e impiedosas. Com o peito queimando em agonia, Isadora tossiu discretamente, escondendo a mancha de sangue no lenço. ***** Três anos antes, quando Vicente foi reduzido a um "inválido" após um trágico acidente, Isabella, sua noiva original fugiu. Para honrar o contrato de casamento e salvar a família, Isadora, a irmã gêmea, assumiu o lugar da noiva. Ela foi as pernas de Vicente quando ele não podia andar e o pilar que o ajudou a reerguer seu império. Isadora amou seu marido em silêncio, esperando que um dia ele a enxergasse. Mas assim que Vicente recuperou seu poder e saúde, Isabella retornou, mentindo sobre ter passado os últimos anos em um coma profundo. Cego pelas mentiras de seu antigo amor, Vicente expulsa a mulher que foi sua verdadeira salvadora. Com os papéis do divórcio assinados e um diagnóstico terminal, Isadora decide que já sofreu o suficiente. Ela vai embora para viver os meses que lhe restam em paz, encontrando consolo em um médico gentil. No entanto, quando as mentiras de sua irmã desmoronam e a verdade vem à tona, Vicente enxerga quem limpou suas feridas, quem segurou sua mão e quem foi seu verdadeiro anjo. Arrependido, Vicente decide trazê-la de volta, mas descobre o segredo devastador: o tempo de Isadora está se esgotando. O homem que um dia teve o mundo aos seus pés percebe que todo o seu poder e dinheiro não podem recuperar os sentimentos de sua ex-esposa. Agora, Vicente fará o impossível para provar que é digno de uma segunda chance... antes que seja o fim.

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Capítulo 1

1 - O Tempo que nos Resta

ISADORA VILLANOVA

— Três meses, senhora Lancaster. Se tivermos muita sorte, talvez seis. Mas não posso prometer mais do que isso.

Olhei para o homem de jaleco branco à minha frente, tentando processar aquele ultimato.

— Tem certeza, doutor? Não há nenhum tratamento novo? Uma cirurgia? Meu marido pode pagar os melhores médicos do mundo!

O Dr. Arthur suspirou, tirando os óculos e esfregando os olhos cansados.

— Sinto muito, minha querida. Você tem Síndrome de Fibrose Pulmonar Necrosante Acelerada. É uma condição raríssima.

— Nunca ouvi falar disso na minha vida.

— Poucas pessoas ouviram. Seu tecido pulmonar está se destruindo em uma velocidade que a medicina atual não consegue frear. Está necrosando de dentro para fora.

— Mas... eu sou jovem. Só tenho sentido essa dor no peito há algumas semanas. Essa tosse que não passa... Achei que fosse apenas uma bobagem até o sangue aparecer.

— A síndrome age de forma discreta no início. Quando os sintomas aparecem, como a dor aguda no peito e a tosse com sangue que você relatou, ela já tomou conta dos seus pulmões. É incurável.

Incurável. Essa palavra parecia um absurdo.

— Então... é isso? Eu vou simplesmente parar de respirar?

— Nós vamos te dar o suporte paliativo com oxigênio e morfina, para que você não sinta dor na fase final — ele respondeu, com os olhos cheios de pena. — Você deveria colocar seus assuntos em ordem. Precisa contar para a sua família. Contar para o seu marido.

Contar para Vicente...

— Vou contar para ele hoje à noite — afirmei, me levantando com dificuldade. Uma fisgada no meu pulmão direito me fez curvar por um segundo, mas disfarcei a careta de dor. — Obrigada por ser sincero comigo, doutor.

— Seja forte, Isadora. Estarei à disposição para o que precisar.

Saí da clínica com o envelope dos exames apertado nos dedos.

Tenho três meses. Talvez seis se tiver sorte. Bem, no momento não me considero uma pessoa muito sortuda.

Entrei no carro e voltei para casa. Assim que entrei em casa, fui direto para a cozinha e encontrei a governanta.

— Todos os empregados podem ir para casa mais cedo hoje, Antonieta — falei. — Eu mesma vou preparar o jantar do Sr. Lancaster.

— Tem certeza, senhora? — Antonieta perguntou, franzindo a testa com preocupação. — A senhora está tão pálida hoje. Parece cansada. Deixe que eu cozinho.

— Tenho certeza sim, Antonieta, obrigada. Eu quero fazer uma surpresa para ele. Todos podem ir descansar.

— Tudo bem, senhora. Boa noite.

Passei as próximas horas cozinhando o prato favorito do meu marido. A cada minuto de frente para o fogão, eu ensaiava as palavras que diria.

— "Vicente, eu fui ao médico hoje..." Não, muito formal. "Vicente, as notícias não são boas..." Não, ele vai se assustar. "Vicente... eu só tenho mais três meses com você."

Quando a mesa estava posta, fui para a sala de estar. Sentei no sofá, tentando acalmar meu coração que batia rápido de ansiedade.

Às oito em ponto, a porta principal se abriu.

Levantei rápido demais e uma tosse seca e violenta escapou da minha garganta. Peguei o lenço de tecido no bolso, cobri a boca e, quando olhei, lá estava: a maldita mancha vermelha de sangue fresco. Escondi o tecido bem a tempo de ver Vicente entrar na sala.

Dei um passo na direção dele, forçando o meu melhor sorriso.

— Boa noite, Vicente. Você chegou mais cedo hoje. Eu fiz o seu prato favorito, o jantar está...

— Cale a boca, Isadora.

Me surpreendi e o sorriso congelou no meu rosto.

— O que aconteceu? Você teve um dia ruim na empresa?

— Mandei calar a boca! Não quero ouvir mais nenhuma palavra.

— O que deu em você, amor? — Minha respiração falhou, o ar já escasso nos meus pulmões doentes pareceu desaparecer de vez. — Precisamos conversar, Vicente. É sobre a minha saúde. Eu fui ao médico hoje e...

— Não dou a mínima para onde você foi! — Ele esbravejou, caminhando até mim.

— Vicente, por favor, me escuta um segundo. Eu...

— Meu Deus, você não consegue ficar quieta?!

Ele enfiou a mão de forma brusca no bolso interno do paletó, puxou um envelope e o jogou no meu peito.

Olhei para o envelope fechado e depois para o rosto dele, completamente perdida e com o peito doendo.

— O que é isso, Vicente?

O homem a quem me dediquei por três anos inteiros, o homem cujas pernas atrofiadas eu massageei todas as madrugadas para aliviar a dor, estava olhando para mim como se eu fosse a criatura mais repugnante do mundo.

— Assine — Vicente me encarou com desprezo e disse a frase que daria um fim a tudo. — Eu quero o divórcio.

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17 chapters
1 - O Tempo que nos Resta
2 - Ela nunca esteve em coma!
3 - Ela era só um contrato temporário
4 - Livre para a minha Elise
5 - O Último Suspiro na Cidade
6 - Vale dos Cedros
7 - Um médico diferente dos outros médicos
8 - Reclamações
9 - Uma funcionária deve receber indenização
10 - O Valor da Vida
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