— Tio, eu... eu vou ajudar. Mas preciso de tempo para me adaptar e entender como tudo funciona — disse, a voz embargada pela emoção e pela magnitude da decisão que acabara de tomar. Ele assentiu, um suspiro de alívio escapando de seus lábios, e por um breve instante, vi um lampejo de esperança renascer em seu olhar cansado. Era um vislumbre de um futuro menos sombrio, uma promessa de que, juntos, poderíamos reconstruir o que a tragédia havia desfeito.— Obrigado. Sei que não é fácil, mas vamos conseguir — respondeu ele, a voz um pouco mais firme, como se o peso do mundo tivesse sido ligeiramente aliviado de seus ombros. E assim, com um misto de apreensão e determinação, comecei a me envolver gradualmente na administração dos hotéis. A princípio, tentei manter um equilíbrio precário, dividindo meu tempo entre a agência de carros, meu porto seguro, e os hotéis, o novo e desafiador território. Mas logo a realidade se impôs: a complexidade e a demanda avassaladora dos negócios da família
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