Ela me chamou de diabo, e talvez eu seja. Mas se eu sou o diabo, ela é o pecado que eu não consigo parar de desejar.
Átila
Saio daquela cozinha quase em uma fuga, meus passos ecoando com uma urgência que não condiz com a imagem de autocontrole que eu tento projetar. O cheiro de Sasha, aquela mistura de café e da doçura natural da sua pele, ainda parece impregnado em minhas narinas, me perseguindo. Entro no meu sedã preto, um carro que exala sobriedade e poder, e fecho a porta, deixando o silêncio do interior me envolver por um breve segundo. Mas o silêncio não ajuda; ele apenas amplifica o turbilhão de emoçõe