Um mês depois, o céu cinzento parecia refletir o peso daquela nova etapa. No saguão do aeroporto, Lucca esperava com as mãos suadas no volante, o peito acelerado como se fosse encontrar uma versão esquecida de si mesmo. Quando viu Tomás correndo em sua direção, a mochila balançando nas costas e o sorriso aberto, o mundo silenciou por um instante.
— Pai! — o menino gritou, jogando-se nos braços de Lucca.
Aquela palavra — simples, mas carregada de tudo o que ele sonhara ouvir — o desarmou. Ele o