O céu ainda era um manto cinza-escuro quando Amanda estacionou diante da delegacia no centro de São Paulo. O local exalava uma familiaridade amarga: cheiro de café passado há horas, paredes descascadas, a movimentação lenta e desgastada dos que ali viviam a rotina de prisões, esperas e fichamentos. Não era onde ela queria estar antes das sete da manhã. Mas também não era a primeira vez que a vida a arrastava de volta ao passado.
Ela ajeitou o casaco, respirou fundo, engoliu o gosto de ferro da