O relógio marcava 7h42 quando Amanda chegou à sede da Construtora Mancini. Vestia um blazer preto impecável, saltos firmes e os cabelos presos num coque baixo. Nada em seu visual denunciava a noite mal dormida ou o peso que vinha carregando nos ombros. Mas bastava olhar em seus olhos — havia cansaço, sim, mas havia também determinação. A de quem já conheceu a lama e agora pisava em mármore, consciente de cada passo.
Às 8h10, Davi entrou em sua sala sem cerimônia, segurando uma pasta preta, os o