O céu ainda carregava o peso opressor do cinza quando a mansão de Vitória Mancini despertou, não com murmúrios suaves, mas com a pulsação voraz da sua matriarca. No santuário gelado do escritório antigo — herança de ferro de três gerações — Vitória já operava com a precisão de um predador que nunca dormiu, apenas caçou, planejou, arquitetou.
O chá de hibisco ainda fumegava na porcelana fina, mas seu calor era nada comparado à frieza cortante que brilhava nos olhos dela. Sobre a mesa, um campo d