A madrugada avançava, silenciosa, espessa como névoa. A mansão dormia, mas Daniel não.
Sentado à beira da cama do antigo quarto que agora ocupava como hóspede — e não mais como filho — ele segurava uma garrafa de uísque pela metade. Os dedos trêmulos, o olhar perdido.
Ao lado da cama, uma pasta aberta com papéis antigos: fotos dele e de Amanda sorrindo em viagens, bilhetes guardados, uma aliança amassada que ele havia escondido dentro de uma caixa de relógio. Ele não sabia por que havia trazido