A manhã seguia abafada, coberta por nuvens espessas que pareciam pesar sobre o telhado da mansão. O cheiro do orvalho velho misturado ao perfume floral artificial da casa deixava o ar parado — como um suspiro contido demais.
Amanda entrou na sala de estar com passos firmes, mas o peito ardia — não de medo, e sim de exaustão. A noite havia sido longa. Não por causa de Daniel. Mas por causa dos olhos de Vitória Mancini. Aqueles olhos que não gritavam, mas condenavam. Olhos de quem já destruiu mul