MAVI NARRANDO
A mansão era mais silenciosa do que eu esperava.
A van me deixou na entrada sem cerimônia, e quando os portões se fecharam atrás de mim, senti o ar mudar. Pesado. Frio. Como se carregasse um tipo de segredo que morava nas paredes e observava cada passo.
Fui conduzida por uma empregada até uma ala mais reservada. Os corredores longos, os quadros antigos, o piso de mármore… nada parecia real. Mas nada me marcou tanto quanto o som abafado de risadas infantis vindo de um dos cômodos.