Na manhã seguinte, Mila acordou antes do sol nascer por inteiro.
A casa estava tão silenciosa que, por um instante, ela teve a impressão de que tudo o que acontecera no dia anterior tinha sido um sonho.
Mas quando virou o rosto, viu o recorte de jornal sobre a mesa.
E sentiu o mesmo aperto no peito.
Aquilo era real.
O acidente era real.
O silêncio também era real.
Ela ficou alguns minutos sentada na beira da cama, respirando devagar.
Tentou imaginar a mãe, tão jovem, envolvida numa tragédia da