O som da notificação no computador foi a primeira coisa que Mila ouviu naquela manhã.
Não o despertador — que agora raramente precisava usar — mas o lembrete insistente de que a vida fora dali ainda existia.
Ainda exigia respostas.
Ela passou a mão pelos olhos antes de encarar a tela.
Dois e-mails novos do editor.
Um orçamento pendente de revisão.
Uma pergunta de um antigo colega de Roma sobre prazos.
Por alguns minutos, ficou só olhando os assuntos, como se fosse possível adiá-los indefinidame