O sol já estava alto quando Mila saiu de casa com a sacola de pano pendurada no ombro.
Precisava de ar.
Precisava de qualquer coisa que a lembrasse que o mundo continuava girando, mesmo quando ela não sabia muito bem como se mover.
A caminhada até o vilarejo era curta, mas parecia mais longa naquele dia.
O corpo carregava a memória da noite anterior — o toque dos dedos dele sobre os dela, a respiração contida, o quase-beijo que tinha ficado pairando no ar como promessa.
Tentou se convencer de q