Na manhã seguinte, Mila acordou antes que o sol subisse por inteiro.
Não foi por ansiedade, nem por insônia.
Era só o corpo descobrindo um novo ritmo, diferente daquele que tinha em Roma.
Levantou devagar, calçou os chinelos e foi até a cozinha.
A claridade suave atravessava o vidro da porta lateral, pintando o chão de retângulos dourados.
Por impulso, destrancou a fechadura e empurrou a porta.
O ar frio entrou de uma vez, fazendo-a estremecer.
Mas, em vez de recuar, ela avançou até a soleira.