Mila acordou com o vento balançando as telhas. Por um instante, pensou que fosse uma tempestade, mas quando se levantou e espiou pela janela, viu que o céu estava limpo, de um azul pálido.
Era só o vento sussurrando no beiral — lembrando-a de que a casa continuava viva, mesmo quando tudo parecia quieto.
Tomou café sem pressa e ficou algum tempo sentada à mesa, relendo os recados que tinha anotado no caderno vermelho. Pequenas observações sobre os móveis, sobre o quintal, sobre a própria solidão