O sol ainda não tinha rasgado o céu por completo, mas lá dentro…
o quarto já exalava o calor de uma guerra vencida.
Lençóis revirados.
Roupas jogadas como testemunhas silenciosas.
Perfume misturado ao suor.
E no meio de tudo, ele.
Dante Navarro.
Dormindo de bruços, com um braço jogado sobre o travesseiro vazio.
A respiração pesada.
O maxilar relaxado.
O peito subindo e descendo em um ritmo que só um pecado bem cometido consegue causar.
Clara estava ali. De pé.
Vestida outra vez, mas