As luzes do salão ainda pulsavam num tom âmbar suave, como se o próprio universo conspirasse por uma última dança.
Clara deslizou a mão pela taça de espumante. Os dedos ainda levemente trêmulos pelo discurso que acabara de ouvir. Ela não sabia exatamente o que Dante tinha visto dentro dela… mas sabia que ele tinha visto.
E pior: não desviou.
— “Posso?” — a voz dele surgiu às costas, rouca, baixa, íntima.
Ela virou o rosto devagar, encontrando o olhar dele. Não era pedido. Era convite. Com selo