O relógio na parede da sala de Dante marcava 15h12.
Na tela, quatro rostos em janelas de videoconferência despejavam termos técnicos, gráficos e metas como se estivessem defendendo suas vidas.
Dante, sentado com as costas retas na poltrona de couro, ouvia — ou melhor, fingia ouvir — enquanto a caneta tamborilava lenta na pasta à sua frente.
Entre um slide e outro, o olhar dele desviava para o canto inferior do monitor.
O nome dela. Clara Valentina.
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