Rose mal entrou no carro, o corpo ainda fumegando da decisão, quando o celular vibrou com um número conhecido. Não era só um número: era o fio de ligações que sempre a conectara ao mundo sujo das pistas e dos rastros — o nome na tela era ‘A.R.T.U.R.’, apelido que, entre poucos, evitavam pronunciar alto.
Ela respirou fundo antes de atender.
— Artur. — a voz saiu contida, mas havia aço por baixo.
Do outro lado, silêncio. Um suspiro. Um som estranho, como alguém ajeitando o fone num lugar com ven