O tempo no hospital passava como se o mundo tivesse esquecido de andar.
Horas se estendiam entre o som do monitor e o sussurro das enfermeiras.
Rose ainda não sabia o que fazer com o fato de estar viva.
Nos primeiros dias, a rotina era a mesma: remédios, perguntas, olhares preocupados e silêncio.
O pai, Paulo, permanecia quase o tempo todo sentado ao lado da cama.
Às vezes cochilava, às vezes apenas a observava — como quem teme que o sono a leve de volta para o nada.
João era mais falante. Tent