A madrugada mal havia terminado quando Rose abriu os olhos.
Não havia alarme, nem ruído. Apenas o instinto.
O mesmo instinto que a fazia acordar antes que o perigo batesse à porta — ou, como agora, antes que o coração voltasse a doer.
Sentou-se na cama, o corpo tenso, a mente girando em torno da imagem de Pedro desabando em seus braços.
Aquele olhar quebrado, o desespero engasgado nas palavras, o toque trêmulo pedindo consolo — tudo a perseguia como uma ferida ainda aberta.
Rose Almeida, a mulh