A madrugada caiu pesada sobre a mansão. Do lado de fora, o jardim dormia em silêncio, iluminado apenas por postes baixos que lançavam círculos amarelados na grama. Do lado de dentro, cada corredor parecia guardar um segredo, cada porta fechada escondia mundos particulares.
No quarto de Rose, o silêncio não era paz. Era tortura.
Ela se remexia nos lençóis, o corpo inquieto, a mente mergulhada em lembranças que insistiam em voltar. No sonho, estava de novo naquela noite — o assalto, os gritos, o