O dia amanheceu cinzento, como se até o céu soubesse que aquela data tinha um peso que não podia ser ignorado.
Rose acordou antes do alarme, como de costume. Sentou-se na cama, respirando fundo, e encarou a luz mortiça que atravessava as cortinas. O calendário na tela do celular era implacável: mais um ano desde a morte de Will.
Não precisava de lembretes. O corpo sabia. O peito latejava em um ritmo diferente, como se a memória tivesse se entranhado em cada músculo. Era um dia em que ela prefer