O sol já entrava pelas frestas das cortinas quando Rose abriu os olhos.
O quarto estava mergulhado naquele tipo de luz que faz o tempo parecer preguiçoso — dourada, morna, quase silenciosa.
Pedro dormia ao lado, o braço jogado sobre a cintura dela, o corpo quente e sereno.
Ela ficou alguns segundos ali, observando o rosto dele — o homem que um dia foi missão, depois loucura, e agora era o lar.
Tentou se levantar devagar, mas o mundo girou.
Um enjoo súbito subiu, e ela precisou apoiar a mão na p