A casa acordou em silêncio, o tipo de silêncio que vem antes de algo grandioso — quase como se o mundo prendesse o fôlego.
Do lado de fora, o céu clareava devagar, e o vento soprava cheiro de flor e promessa.
Rose abriu os olhos ainda antes do despertador tocar.
Dormira pouco, o coração batendo como se tivesse medo de esquecer o ritmo.
Amanhã seria o dia.
O dia em que deixaria de ser só a mulher que protegeu e amou, para se tornar a que ficaria — por escolha, não por destino.
Sentou-se na cama