Eu sabia que tinha cometido um erro assim que a porta do elevador se abriu e eu saí de lá ainda ofegante, com o gosto de Enzo na boca. Não foi só um deslize, foi praticamente assinar um contrato de risco com letras maiúsculas.
Mas o erro verdadeiro não foi o beijo. Foi o clique da câmera.
Eu passei a noite inteira repetindo o som na minha cabeça. Clique. E se havia algo que a vida já tinha me ensinado era que, quando alguém fotografa algo que deveria permanecer secreto, nada de bom vinha depois.