Se eu tivesse que descrever minha vida naquela semana em uma frase curta e objetiva, provavelmente seria: um desastre em câmera lenta.
E o pior era a consciência de que, no fim, não haveria nenhum resgate dramático. Não era um daqueles filmes em que alguém corre para desligar a bomba no último segundo. Era só eu, correndo entre escola, escritório e supermercado, fingindo que minha vida não estava prestes a implodir.
Eu acordava, levava Santino para a escola, sorria para ele como se o mundo não