CAPÍTULO 47 - EU MEREÇO

A chuva começou quando Gustavo ainda estava parado em frente à cafeteria. Primeiro, algumas gotas. Depois, uma garoa fina. Em seguida, um temporal e ele não se moveu.

As pessoas passavam correndo pela calçada, abrindo guarda-chuvas, buscando abrigo, mas Gustavo Ferraresi permaneceu imóvel. Como se a chuva fosse uma punição merecida.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, ele não estava tentando escapar da dor, estava deixando que ela o atingisse.

Seu celular vibrou no bolso, ele ignorou. Vib
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