A chuva começou quando Gustavo ainda estava parado em frente à cafeteria. Primeiro, algumas gotas. Depois, uma garoa fina. Em seguida, um temporal e ele não se moveu.
As pessoas passavam correndo pela calçada, abrindo guarda-chuvas, buscando abrigo, mas Gustavo Ferraresi permaneceu imóvel. Como se a chuva fosse uma punição merecida.
Porque, pela primeira vez em muito tempo, ele não estava tentando escapar da dor, estava deixando que ela o atingisse.
Seu celular vibrou no bolso, ele ignorou. Vib