A sala de espera era silenciosa.
Gustavo Ferraresi odiava silêncio quando não era ele quem o controlava, sentado em uma poltrona cinza, ele observava o relógio pela quinta vez em menos de dois minutos.
09h02.
Estava atrasado dois minutos, aquilo nunca acontecia.
— Senhor Ferraresi?
Ele levantou os olhos e uma mulher de aproximadamente cinquenta anos sorria para ele com gentileza, nem impressionada e nem intimidada.
Como se não fizesse ideia de quem ele era ou, talvez, como se isso simplesmente