O abraço ainda morava na memória de Maytê.
Já fazia cinco dias.
Cinco dias desde que ela envolvera Gustavo nos braços por vontade própria.
Cinco dias desde que sentira o coração bater acelerado ao sentir o perfume dele outra vez e, desde então, sua cabeça parecia uma guerra.
Ela o amava, disso nunca duvidou, mas amar não apagava o passado.
Às vezes, antes de dormir, ainda se lembrava da noite em que ele escolheu a empresa em vez dela. Da sensação de ser insuficiente, da dor de fazer as malas.
E