Segurar a mão de Gustavo parecia a coisa mais natural do mundo e, ao mesmo tempo, a mais assustadora.
Maytê permaneceu alguns segundos parada diante do prédio, olhando para os dedos entrelaçados aos dele.
Meses atrás, aquele gesto teria significado apenas carinho. Agora, significava confiança e confiança não se reconstruía de um dia para o outro.
Ela respirou fundo sem soltar sua mão.
— Acho que estou com medo.
Gustavo não perguntou "de quê?". Nem tentou convencê-la de que não havia motivo.
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