UM ANO DEPOS.
A cobertura continuava a mesma: janelas enormes, vista para a cidade, cozinha moderna, mas havia uma diferença impossível de ignorar. Ela tinha vida.
Uma manta esquecida sobre o sofá, livros espalhados pela mesa de centro, uma xícara de café pela metade, a lavanda na varanda estava enorme, cheia de flores roxas e, ao lado dela, um vaso de margaridas.
Maytê sorriu ao abrir a janela.
— Eu falei que elas iam sobreviver.
— Você também falou que eu mataria a lavanda em uma semana.
A vo