Na segunda-feira, Gustavo entrou na sede do Grupo Ferraresi como fazia todas as manhãs, mas havia uma diferença.
Ele já não caminhava tão depressa, cumprimentava as pessoas pelo nome, parava para ouvir, perguntava como estavam. Coisas simples. Coisas que, meses antes, pareciam impossíveis.
— Bom dia, senhor Ferraresi.
— Bom dia, Cláudia. Como está sua filha? Ela já começou a faculdade?
A secretária sorriu, surpresa.
— Começou na semana passada.
— E está gostando?
— Muito.
— Fico feliz.
Gustavo