O colapso mudou tudo, não de uma forma grandiosa ou imediata, mas silenciosamente, profundamente.
Porque, depois de passar anos acreditando que podia suportar tudo sozinho, Gustavo finalmente entendeu uma coisa: não podia.
Na manhã seguinte à crise, ele acordou no sofá do escritório. Não se lembrava de ter dormido.
Na verdade, não se lembrava da última vez que havia dormido de verdade, o corpo doía, a cabeça pesava e o peito ainda parecia apertado.
Por alguns segundos, ficou olhando para o teto