A cobertura estava silenciosa. Silenciosa demais.
Por meses, Gustavo acreditou que o silêncio era paz, agora descobria que o silêncio podia ser cruel. Podia ter o som de uma ausência e ter o peso de alguém que foi embora.
Ele estava sentado no sofá desde que escurecera, o terno jogado em algum lugar do chão, a gravata afrouxada, uma xícara de café completamente fria sobre a mesa de centro.
Não havia luzes acesas, só a claridade da cidade entrando pelas janelas.
A mesma cidade que um dia se curv