E é esse silêncio que mais me dói.
Porque, no fundo da minha alma, uma parte pequena e tola de mim ainda espera que ele implore. Que ele caia de joelhos e diga que tudo é um erro terrível. Se ele implora, eu sei que vacilo. Se ele explica os seus motivos, por mais absurdos que sejam, eu provavelmente fico. Se ele demonstra um pingo de fraqueza real... eu, na minha mania de cuidar, tento salvá-lo de si mesmo.
Mas ele não faz nada disso.
— Tudo bem — ele diz, enfim. A voz é controlada demais, téc