Oi, pequeno. Eu estou aqui.
Meu corpo reconhece antes que eu consiga impedir. O coração acelera. Não de medo. De outra coisa muito mais perigosa.
— Ricardo… — murmuro, sem força.
— Shh — ele diz. — Já vai passar.
Passar. Como se tudo passasse.
Ele caminha em direção ao elevador com passos rápidos, controlados. Aperta o botão com o cotovelo, sem me soltar. O porteiro nos vê de relance, arregala os olhos, mas não pergunta nada. Apenas abre o acesso. O silêncio colabora.
As portas do elevador se abrem. Ricardo entra comigo a