Eu fecho os olhos, sentindo as lágrimas queimarem. Eu odeio o quanto aquele toque ainda me afeta. Odeio o quanto o cheiro dele ainda me faz sentir segura, mesmo quando eu sei que ele é o motivo da minha insegurança.
— Ricardo… — começo, mas a voz falha.
— Eu sei — ele diz, sem abrir os olhos, a mão ainda pousada sobre o nosso filho. — Eu sei que isso não muda nada. Eu sei que eu ainda estou do lado de fora. Mas obrigado. Por me deixar sentir isso.
Ele retira a mão, devagar, como se estivesse se