Um mês depois...
Natália
A sala de espera da clínica obstétrica era um santuário calculado de tons pastéis. Paredes em bege suave, poltronas arredondadas em verde-água, quadros minimalistas de bebês sorridentes que pareciam prometer uma felicidade limpa, organizada, quase clínica demais. Uma música instrumental discreta escorria pelos alto-falantes, e as mesas laterais exibiam revistas de maternidade que vendiam um mundo em rosa e azul, onde tudo parecia simples, leve e resolvido.
Para a maiori