Isso não é justo, Vitor. Não jogue o seu passado e as suas escolhas sobre os meus ombros agora
Ele se levanta abruptamente, afastando-se da mesa com uma energia inquieta. Caminha até a imensa janela de vidro que oferece uma vista panorâmica da cidade, uma selva de pedra que ele acredita dominar. Fica de costas para mim, observando o movimento lá embaixo como quem precisa de distância física para não ser atingido pelo que sente.
— Eu sei que você me acha frio, que me acha um monstro sem coração — ele continua, a voz vindo abafada pelo vidro. — Mas a verdade é que eu estava tentando não ma