Então, seu olhar desce. Para. Na minha barriga.
Quando Elza se levanta para voltar ao trabalho, sinto algo novo: não estou sozinha na casa que sempre funcionou sem mim.
Antes de sair da sala, ela se vira:
— Coma um pouco mais tarde — diz. — Pouco. Devagar. O corpo agradece.
Assinto.
Quando fico sozinha, apoio as mãos no ventre outra vez. Desta vez, deixo.
Penso em Vitor. Na tensão dele. Na lealdade dividida. No cuidado silencioso. Penso em Ricardo. No vazio que ele deixou sem saber.
Penso em mim. Na mulher que nunca precisou decidir por si m