O porto de Tromsø estava diferente naquela manhã. Talvez fosse a luz mais limpa, talvez fosse o movimento constante de homens e mulheres carregando caixas, vozes se cruzando, o som grave das cordas e correntes. Madeleine ajeitou o cachecol no pescoço e olhou para Anders, que andava ao seu lado com a naturalidade de quem sabia exatamente onde pisar.
— Descarregamento de hoje vai ser longo — ele disse, com um meio sorriso. — Tivemos sorte na pescaria.
Ela assentiu, sentindo o cheiro forte de sal